Câmara negocia novo contrato com empresa de espionagem Kroll

CPI da Petrobrás quer avançar em investigação sobre envio para o exterior de dinheiro desviado por investigados na Lava Jato; primeira etapa apontou 12 suspeitos, mantidos em sigilo, de possuírem recursos fora do Brasil

Daniel Carvalho e Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

09 de julho de 2015 | 11h49

Brasília - A Câmara dos Deputados negocia um novo contrato com a empresa de espionagem Kroll para investigar desvio de dinheiro para o exterior no âmbito do esquema de corrupção apurado pela Operação Lava Jato. O primeiro contrato, feito a pedido da CPI da Petrobrás, custou R$ 1,18 milhão e será encerrado formalmente nesta quinta-feira, 9.

De acordo com o presidente da CPI, Hugo Motta (PMDB-PB), a primeira etapa foi concluída com a apresentação de indícios da existência de ativos no exterior pertencentes a 12 investigados cujos nomes, assim como o contrato, são mantidos sob sigilo. Apenas Motta, o deputado André Moura (PSC-SE), um dos sub-relatores da CPI, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), têm acesso às informações das investigações. Cunha é um dos alvos da Operação Lava Jato.

A segunda etapa, que deve durar nove semanas, culminará com a apresentação do relatório final. As negociações a respeito do valor do contrato devem começar nesta quinta-feira.

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