Câmara já gastou R$ 10 mi em hora extra este ano, diz ONG

A presidência da Câmara decidiu cortar gastos com pessoal. Para isso, quer evitar pagar horas extras aos funcionários nas sessões em plenário. Segundo a ONG Contas Abertas, os parlamentares terão, se preciso, seus discursos interrompidos para encerrar o expediente até as 19 horas. A ONG levantou que, somente nos três primeiros meses deste ano, já foram gastos R$ 10 milhões com a hora extra dos funcionários da Câmara. Isso porque basta que a sessão ultrapasse a hora certa, mesmo que apenas por alguns minutos, para que os 15.468 funcionários passem a contabilizar o adicional. Ainda segundo a ONG, em 2006 foram gastos R$ 56,5 milhões em horas extras, que pode extrapolar até no máximo duas horas. A Contas Abertas informa que um secretário parlamentar que ganha R$ 1.200 por mês, por exemplo, recebe R$ 40 por sessão que acompanhar após as 19 horas, independentemente do tempo que ela durar dentro das duas horas limite. Outros servidores ganham valor extra, mas contado por hora, com acréscimo de 50% sobre o período trabalhado a mais.Já para as sessões extraordinárias entre 22 horas e 5 horas, o adicional é de 25% na hora normal trabalhada. A ONG aponta que, com este tipo de extra noturno, a Câmara gastou no ano passado mais de R$ 1 milhão, e que em 2007, o valor já chega a R$ 229 mil.

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