Câmara instala porta para conter manifestantes

Uma semana após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados anunciar novas regras que restringe a circulação de visitantes na Casa, a Diretoria Geral trocou a principal porta que liga o anexo da Comissões ao prédio principal. Com o objetivo de conter invasões de manifestantes, a antiga porta de vidro foi substituída por uma porta de madeira.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

16 de setembro de 2013 | 20h22

Segundo Sérgio Sampaio, diretor-geral da Câmara, a troca da porta tem por objetivo evitar que, em situações de tumulto, a antiga barreira de vidro fosse quebrada. "A gente achou que a porta de vidro é perigosa", explicou. Além desta entrada, um dos acessos considerado "vulnerável" pela segurança permanece fechado com um tapume desde a semana das comemorações do 7 de setembro. Sampaio afirmou que a medida é de caráter provisória e que a entrada permanecerá obstruída enquanto houver expectativa de protesto no Congresso Nacional.

Desde a última terça-feira, 10, a segurança segue as novas medidas de restrição de acesso à Câmara. Agora é obrigada a identificação de cada visitante e está proibida a entrada de pessoas portando cartazes, faixas e banners. A medida acontece após a crescente onda de manifestações e foi justificada pela Casa como uma medida de segurança. O número de visitantes que circulam na Câmara ficou restrito em 1.770. "A gente vai observar a lotação de cada ambiente da Casa", informou Sampaio.

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