Câmara evita divulgar quem perde e quem ganha CNEs

A Mesa Diretora da Câmara poderá contratar, sem concurso público, 288 funcionários dentro dos novos critérios de preenchimento dos Cargos de Natureza Especial, os chamados CNEs. Os 288 funcionários serão distribuídos da seguinte forma: o presidente terá à sua disposição 46 cargos de confiança; cada um dos outros seis titulares da Mesa terá mais 33; e cada um dos quatro suplentes, 11.O ato da Mesa que instituiu o corte de 1.018 cargos, a partir do dia 3 de outubro, e estabeleceu limites para o uso dos cargos foi publicada nesta quarta-feira, 13, no Diário da Câmara, com a distribuição dos 1.202 cargos que restarão. Como a presidência da Casa está evitando a divulgação da destinação dos atuais cargos, não é possível analisar os locais que perderam e os que ganharam mais CNEs.O número de cargos destinado a lideranças partidárias varia de acordo com o tamanho da bancada. O PT, maior partido, terá o direito de contratar 133 funcionários sem concurso público. Uma bancada pequena, com 5 a 8 deputados, terá direito a 24 CNEs, como por exemplo o PSOL, que tem apenas sete deputados. Do total de 2.365 CNEs, 1.018 serão extintos no início de outubro e outros 145 destinados à área administrativa da Casa serão cortados assim que for realizado concurso público para preencher essas funções.De acordo com a Câmara, o corte nos cargos vai resultar em uma economia de 40,17% do total de R$ 117 milhões gastos por ano com os CNEs, ou seja, R$ 47 milhões por ano. O corte não atinge, no entanto, os servidores que são contratados, também sem concurso público, pelos gabinetes e que trabalham diretamente com os deputados. Cada parlamentar tem a verba mensal de R$ 53 mil para contratar de 5 a 25 funcionários.

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