Câmara evita apuração de denúncias de Soninha

A corregedoria da Câmara Municipal engatou marcha lenta para apurar as acusações da candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine. O autor da representação, vereador Carlos Apolinário (DEM), já avisou que os trâmites para decidir se houve quebra de decoro serão cumpridos no limite dos prazos regimentais da Casa. A decisão só sairá depois das eleições e os parlamentares que buscam manter o cargo permanecerão dedicados às suas campanhas.Na primeira reunião da corregedoria, apenas três dos sete membros compareceram. O colegiado poderia ter iniciado os trabalhos definindo um relator, mas não houve quórum. Assim, o anúncio do nome, que agora sairá de decisão do corregedor Wadih Mutran (PP), ficou para semana que vem.O presidente municipal do PPS, Carlos Fernandes, classificou como "lastimável" a morosidade da corregedoria em apurar as declarações da candidata. "É a prática de engavetar."Segundo ele, Soninha só se pronunciará quando for convocada. Sua campanha, porém, eleva o tom da discussão e, em manifesto assinado pelo presidente do PPS, Roberto Freire, compara o comportamento dos vereadores a um "código de honra da máfia, que manda exterminar quem se opõe às regras do crime organizado". "Não passa de palanque eleitoral", rebateu Apolinário. "Ela quer montar um circo para aparecer, só que não somos palhaços." A irritação do vereador é compartilhada na Casa. A vereadora Claudete Alves (PT), que bateu boca com Soninha, já afirmara que a candidata "quer subir nas pesquisas". Em resposta, Soninha afirmou que manifesta sua indignação com os acordos políticos na Câmara desde o primeiro ano de mandato, quando ainda era filiada ao PT.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.