Câmara e Senado tentam acertar diferenças antes do esforço concentrado

O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, se reúne com os líderes dos partidos aliados da Câmara e do Senado na próxima terça-feira para definir a estratégia de votação dos projetos listados como prioritários pelo Palácio do Planalto. A proposta é que se faça um esforço concentrado na semana que vem para limpar a pauta tanto da Câmara quanto do Senado. "Vamos fazer um trabalho conjunto da Câmara e do Senado para que não tenhamos nenhuma crise em nenhuma das Casas", afirmou nesta quinta-feira o líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP).Antes de se reunir com os aliados da Câmara e do Senado, o ministro Aldo Rebelo se encontra com os líderes governistas do Senado, na segunda-feira. Nos últimos meses, os senadores acabam alterando tudo o que é aprovado na Câmara. Foi assim no salário mínimo: enquanto os deputados aprovaram um mínimo de R$ 260, os senadores optaram por R$ 275. Os senadores também já mudaram a nova Lei de Falências, que ainda precisa acabar de ser votada pelo Senado, mas que retornará à Câmara.Antes do início do recesso parlamentar, o governo quer votar três projetos no Senado: o projeto da Parceria-Público Privada (PPP) e a Lei de Biossegurança, além da Lei de Falências. Na Câmara, o Planalto quer ver aprovados o projeto das agências reguladores, a proposta da incorporação imobiliária, o projeto de inovação tecnológica e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABIT). Mas antes de votar esses projetos, os deputados precisam aprovar cinco medidas provisórias que estão trancando a pauta. "A idéia é fazermos sessões deliberativas de segunda à sexta-feira e, se necessário, de manhã, de tarde e de noite", disse Luizinho.O recesso parlamentar deveria ter começado nesta quinta, mas os líderes de todos os partidos concordaram em adiar para o dia 8 ou 9 de julho a votação da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). Dessa forma, os trabalhos do Congresso ficarão automaticamente prorrogados até o fim da semana que vem, sem necessidade de pagamento extra para os parlamentares. Segundo o líder do governo, a idéia é também fazer uma semana de esforço concentrado em agosto. É que a Câmara viverá um recesso branco em agosto e em setembro por causa das eleições municipais de 3 outubro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.