Câmara do Distrito Federal amplia gastos em janeiro

A Câmara Legislativa do Distrito Federal empenhou durante o mês de janeiro - mês em que os deputados distritais trabalharam por autoconvocação - R$ 35,9 milhões para pagar gastos com folha de pessoal, manutenção de serviços gerais e publicidade. O total empenhado foi R$ 14,7 milhões superior aos R$ 21 milhões empenhados em janeiro de 2009. O aumento mais significativo foi com pagamento de publicidade - R$ 7 milhões empenhados em janeiro, sendo que nada foi destinado para esta área em janeiro do ano passado. Os números estão no Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo).

CAROL PIRES, Agencia Estado

01 de fevereiro de 2010 | 19h23

O dinheiro empenhado em janeiro de 2009 para gastos com administração de pessoal também subiu de R$ 17,4 milhões para R$ 21,1 milhões em 2010. Para manutenção dos serviços de administração da Câmara, o valor reservado passou de R$ 969 mil no ano passado para R$ 3,1 milhões este ano. Além disso, R$ 736 mil foram empenhados no primeiro mês deste ano para modernização do sistema de informática da Casa, sendo que nada foi reservado para esta área em janeiro de 2009. A diferença entre os gastos liquidados entre janeiro de 2009 e janeiro de 2010, no entanto, é menor: passou de R$ 21 milhões para R$ 22,9 de um ano para o outro.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal voltou aos trabalhos em 11 de janeiro, quando os deputados aprovaram uma autoconvocação para dar inícios às investigações contra o esquema de corrupção no governo local, deflagrado pela Operação Caixa de Pandora, conhecido como "Mensalão do DEM". Na volta antecipada ao trabalho (o recesso termina oficialmente amanhã), os parlamentares instalaram a CPI da Corrupção e elegeram os membros dos colegiados que analisarão os três pedidos de impeachment do governador.

As investigações, porém, estão paradas. O juiz Vinícius Santos, do Tribunal de Justiça do DF, determinou que os deputados envolvidos no "Mensalão do DEM" se afastem das investigações. Assim, a CCJ e a Comissão Especial foram anuladas, há duas semanas, e até hoje os líderes partidários não refizeram as indicações dos membros.

No caso da CPI da Corrupção,os trabalhos foram interrompidos por uma mudança no comando. É que o deputado Alírio Neto (PPS), que presidia a CPI, rompeu com a base aliada e saiu da comissão. A eleição do novo comandante foi adiada por duas vezes pelo vice-presidente, Batista das Cooperativas (PRP), em retaliação ao presidente interino da Câmara, Cabo Patrício (PT). Patrício havia marcado eleição do novo presidente da Casa para a última quarta-feira, mas adiou o pleito para amanhã, após a divulgação de que os deputados que votassem contra os pedidos de impeachment de Arruda receberiam R$ 4 milhões.

Agora, a base aliada só quer dar prosseguimento aos trabalhos quando um deputado aliado for eleito presidente da Casa - o que deve ocorrer amanhã. O nome mais cotado para sucessão de Patrício é Wilson Lima (PR), fiel aliado do governador Arruda.

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