Câmara do DF só deve voltar a se reunir em fevereiro

Houve tumulto quando policiais militares tentaram retirar estudantes da entrada que dá acesso ao plenário

estadao.com.br,

11 de janeiro de 2010 | 13h32

O plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) só deverá voltar a se reunir no próximo dia 2 de fevereiro, na reabertura normal dos trabalhos deste ano, segundo informações da assessoria de imprensa da Casa. A autoconvocação, com o retorno dos parlamentares nesta segunda-feira, 11, serve apenas para as comissões.

 

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Até as 12h30, os deputados distritais ainda não haviam decidido pela eleição do novo presidente e do vice, da Comissão de Constituição e Justiça da câmara. Está prevista para hoje também a criação de comissão especial para investigar as denúncias de corrupção que envolvem deputados, o governador José Roberto Arruda e assessores, além da criação de uma comissão parlamentar de inquérito para tratar da questão.

 

O presidente da Câmara, deputado Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM), que estava licenciado voltou hoje ao seu gabinete e está reunido desde as 10 horas com parlamentares que o apoiam.

 

Mais cedo, houve tumulto quando policiais militares tentaram retirar estudantes da entrada que dá acesso ao plenário da Casa. Os manifestantes acabaram sendo retirados à força.

 

Usando carros de som e megafones, os grupos contra epró-Arruda trocam acusações mútuas de que teriam sido pagos para protestar em frente à Câmara. "Vocês são um bando de vagabundos. Vai todo mundo comer farinha", disse a líder comunitária Sandra Madeira, se referindo aos estudantes e aos demais manifestantes do "Movimento contra a Corrupção". A acusação provocou protestos do grupo, que começou a gritar em coro: "Óleo de peroba, cara de madeira."

 

Líderes comunitários e pastores a favor do governador estão exaltados e acusam os estudantes de terem depredado e pichado a cidade com os dizeres "Fora Arruda". Quando a troca de acusações começou a acirrar os ânimos do manifestantes, a Polícia Militar (PM) fechou o acesso ao estacionamento da Câmara Legislativa e formou uma barreira humana para separar o carro de som da Central Única dos Trabalhadores (CUT), usado pelos estudantes, e o outro, dos simpatizantes do governador.

 

Com informações da Agência Brasil

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