Câmara diz que transmissão de entrevista de Cunha obedeceu critérios jornalísticos

Waldir Maranhão (PP-MA), presidente interino da Câmara, demitiu na tarde desta terça-feira, 21, o diretor da Secretaria de Comunicação, Claudio Lessa, mas afirma que o motivo não tem a ver com a transmissão

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2016 | 19h32

BRASÍLIA - Em nota divulgada na tarde desta terça-feira, 21, a assessoria de imprensa da Câmara dos Deputados disse que a transmissão ao vivo pela TV Câmara do pronunciamento do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se baseou em critérios jornalísticos, considerando a possibilidade de serem abordados temas vinculados à Casa. A Câmara alega que se justifica porque Cunha, mesmo afastado, continua como presidente da instituição.

Na nota, a Câmara explica que a transmissão ocorreu por meio de canal alternativo, onde se veicula, pela internet, a transmissão paralela das atividades do plenário. A TV digital no Distrito Federal também disponibiliza esse canal.

"Durante a entrevista, o canal principal da TV Câmara continuou exibindo, ao vivo e sem interrupção, a sessão do Plenário, cuja transmissão é mandatória e se sobrepõe aos demais itens da programação", explica a assessoria.

A nota ressalta que as demais atividades legislativas do período da manhã foram transmitidas pela WebCâmara. "Não houve, portanto, qualquer prejuízo na divulgação, em tempo real, do que ocorreu na Casa. As mesmas transmissões também estiveram disponíveis no canal da Câmara no Youtube", finaliza.

O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), demitiu na tarde desta terça-feira, 21, o diretor da Secretaria de Comunicação, Claudio Lessa, responsável pela TV Câmara. A presidência alega que o motivo da demissão não está relacionado com a transmissão desta manhã.

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