Câmara discute penduricalhos de salário parlamentar

A Câmara iniciou, por volta das 20h30, a sessão que debate a remuneração de deputados. O presidente da Casa, Aldo Rebelo (PCdoB), anunciou que a sessão irá primeiro analisar a questão dos ´penduricalhos´. A extinção ou não da verba indenizatória, de R$ 15 mil mensais - que podem ser utilizados para pagar gastos como gasolina e material de escritório -, será o primeiro ponto a ser votado. Depois, se discutirá o pagamento de 14º e 15º salários aos parlamentares no fim de cada ano. Aldo disse que irá colocar em votação as propostas de salário de deputados e senadores, mas permitirá a apresentação de requerimentos para a retirada do assunto de pauta e adiar a discussão para o próximo ano. Os primeiros deputados a discursarem sobre o reajuste deram sinais de que são a favor de deixar a discussão para a próxima legislatura. Deputados de sete partidos - PSDB, PTB, PMDB, PV, PSOL, PSB, PPS - acordaram nesta tarde fechar uma posição contrária à idéia de se votar ainda nesta sessão propostas relacionadas à fixação de um valor para o salário de deputados e senadores. Devido à repercussão negativa do reajuste de 90,7% do salário parlamentar, aprovado pelas mesas diretoras da Câmara e do Senado na quinta, e vetado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda, a Câmara pediu urgência para liberar a pauta, e o plenário fez, nesta tarde, um esforço concentrado para votar as cinco medidas provisórias que trancavam a votação. Este texto foi ampliado às 21h.

Agencia Estado,

20 Dezembro 2006 | 20h43

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