Câmara deve retomar votação da prorrogação da CPMF

Os líderes dos partidos da base aliada vão se reunir nesta quarta-feira, 26, para avaliar a votação da proposta que prorroga a cobrança da CPMF até 2011. O plenário deve retomar a votação nesta tarde. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT), recebeu na residência oficial os líderes da oposição - Antonio Carlos Pannunzio (PSDB), Onyx Lorenzoni (DEM) e Fernando Coruja (PPS) - e com os governistas José Múcio Monteiro (PPB) e Ricardo Barros (PP), para buscar um acordo para diminuir o número de emendas previstas para concluir o primeiro turno da CPMF. Antes de partir para o encontro, Lorenzoni disse que o DEM não está disposto a fechar nenhum acordo e que irá atrasar a votação na Câmara para aumentar a chance de a proposta ser rejeitada. Veja também:Especial sobre a CPMF   Após 'rebelião' do PMDB, base tenta retomar votação da CPMF Por CPMF, governo cede em fim de voto secreto Foram apresentadas 26 emendas e 10 destaques ao projeto. O governo ameaça derrubar em uma votação todas as emendas, mas serão necessárias pelo menos as votações dos destaques aprovados semana passada. Dos dez destaques, três deles foram apresentados por aliados do Palácio do Planalto e poderão ser retirados em uma negociação.  O governo não conseguiu contornar a rebelião na base aliada, principalmente no PMDB, e foi obrigado a adiar a votação da CPMF. A pressão por cargos aumentou depois que o Planalto confirmou a nomeação de dois petistas para a Petrobras. Irritados, os peemedebistas resolveram empurrar com a barriga a aprovação da CPMF, que ainda precisa passar por 36 votações nominais.  Os aliados avaliam que a proposta dificilmente sairá da Câmara antes da segunda quinzena de outubro. Não há segurança de que o Planalto terá condições políticas de retomar as votações nesta tarde. Por determinação do presidente Lula, o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, reuniu-se com cúpula do PMDB. O ministro garantiu que as nomeações reivindicadas pelo partido sairão em breve, depois da conclusão do primeiro turno de votação da CPMF.  A crise no PMDB provocou um efeito cascata nas bancadas aliadas, que também estão insatisfeitas com a demora em concretizar as nomeações. O PR, por exemplo, exige a ida do ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara para a presidência da Chesf. Após aprovação na Câmara, o governo ainda terá que enfrentar o Senado, onde tem maioria estreita. Liberação de verba O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, atacou a oposição, que acusa o governo de promover uma farra de liberação de verbas para emendas de parlamentares, com o objetivo de ganhar votos para a prorrogação da CPMF. "A oposição olha para o processo, saudosa de quando era governo e certamente devia fazer essas coisas", ironizou. "Acham que todo mundo faz assim." No fim da semana passada, foram liberadas verbas para emendas de parlamentares. O deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), por exemplo, recebeu R$ 2 milhões para projetos em sua base eleitoral. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), obteve R$ 1,8 milhão para suas emendas.  (Com Denise Madueño e Eugênia Lopes, e Agência Câmara)

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