Câmara deve julgar Jaqueline ainda em agosto

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou hoje que deverá acontecer, ainda em agosto, o julgamento da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) no plenário da Casa. O Conselho de Ética recomendou a cassação da parlamentar por ela aparecer em um vídeo recebendo um pacote de dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

02 de agosto de 2011 | 19h47

Gravado em 2006, o vídeo foi divulgado em primeira mão pelo portal Estadão.com.br em março deste ano. Com base na gravação, o PSOL protocolou uma representação pedindo a cassação de Jaqueline. Durante o processo, o único argumento da defesa da parlamentar é de que ela não poderia ser julgada pela Câmara por não ser ainda deputada em 2006, quando recebeu o dinheiro.

Em seu voto no Conselho de Ética, porém, o relator Carlos Sampaio (PSDB-SP) argumentou que, pelo fato só ter vindo a público agora, ele não poderia ser considerado como anterior ao mandato. Sua tese foi aprovada pelo Conselho por 11 votos a 3.

Jaqueline recorreu da decisão à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o presidente João Paulo Cunha (PT-SP) escolheu como relator um aliado dela, Vilson Covatti (PP-RS). Ele chegou a apresentar um voto em favor de Jaqueline, mas em virtude da ameaça de Maia de intervir na CCJ e ordenar a troca de relator, a deputada desistiu do recurso às vésperas do recesso parlamentar.

Com a desistência, o processo retornará para a Mesa Diretora e Maia terá de marcar a data para que o plenário tome sua decisão. "Vou discutir com os líderes, mas acho que será ainda no mês de agosto", disse o presidente da Câmara. Para cassar o mandato de Jaqueline, são necessários 257 votos entre os 513 deputados.

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