Câmara decide reajustar verba de deputados acima da inflação

Chinaglia disse que ainda não definiu o valor; recurso hoje em R$50 mil serve para contratação de funcionários

Denise Madueño, de O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2008 | 13h33

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciou nesta quinta-feira, 10, que vai aumentar o valor da verba de gabinete dos deputados acima da correção da inflação, mas ainda não definiu o valor. A verba de R$ 50.800, destinada a cada um dos 513 deputados, é usada para pagar o salário dos funcionários contratados livremente pelos parlamentares. Eles podem contratar de cinco a 25 funcionários, com salários que hoje variam de R$ 415,00 a R$ 8.200. O aumento da verba de gabinete foi discutido na reunião da Mesa Diretora da Casa. São os membros da Mesa que decidem pelo reajuste, sem a necessidade de o novo valor ser votado em plenário.   Veja também:    Dê sua opinião sobre o reajuste da verba dos debutados    Chinaglia afirmou que a intenção é dar um aumento real, além da correção da inflação verificada desde o último aumento da verba de gabinete, que foi em 2005. Há um ano, o presidente da Câmara foi contrário ao reajuste da verba de gabinete e chegou a se indispor com outros membros da Mesa. A proposta de 2007 era do deputado Ciro Nogueira (PP-PI) e determinava um aumento de R$ 50 mil para R$ 65 mil. À época, Chinaglia chegou a dizer que "era vítima de disputa de baixo nível".   Antes de definir o valor, o presidente da Câmara encomendou um estudo à diretoria da Casa para comparar os aumentos salariais concedidos pelo Executivo e pelo Judiciário nos últimos anos às diferentes categorias profissionais. Chinaglia deverá decidir na próxima semana o índice de aumento. Ele afirmou que há recursos no orçamento da Câmara para pagar esse reajuste.   A Câmara gasta anualmente R$ 338,785 milhões com a verba de gabinete sem considerar os encargos sociais, como previdência, vale refeição e abono de férias, que são pagos os funcionários contratados pelos 513 deputados. Atualmente, são cerca de 9.500 secretários parlamentares, nome dado a esses funcionários que não entram na Casa por concurso público.   Texto atualizado às 17h40

Tudo o que sabemos sobre:
CâmaraArlindo Chinagliaverba

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.