Câmara de gestão vai reduzir burocracia, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse hoje que quer que o governo trabalhe com eficiência máxima, ao abordar a instituição da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade. A finalidade da câmara é aperfeiçoar a administração do serviço público. No programa semanal de rádio "Café com a Presidenta", Dilma afirmou que o órgão também deve criar recursos para fazer com que o Brasil seja mais competitivo no mercado mundial, por meio do incentivo às exportações.

AE, Agência Estado

16 de maio de 2011 | 10h42

"Essa câmara vai buscar meios para reduzir a burocracia que as empresas enfrentam no comércio com outros países. Também vai estudar maneiras de facilitar a abertura de empresas aqui no Brasil para criar mais emprego", afirmou, segundo a Agência Brasil. "Governo e empresas vão pensar juntos e criar boas práticas de administração", disse. A câmara será constituída pelos empresários Jorge Gerdau Johannpeter, Abílio Diniz e Antônio Maciel Neto e pelo ex-presidente da Petrobras Henri Reichstul.

Ainda fazem parte do órgão o chefe da Casa Civil e os ministros da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A Câmara de Políticas de Gestão e Desempenho não terá estrutura nem funcionários próprios e contará com o suporte técnico e logístico de uma secretaria executiva da Casa Civil. A participação dos membros é considerada "serviço público relevante" e eles não terão remuneração. A câmara tem vínculo com o Conselho de Governo da Presidência da República.

"É um grupo de pessoas que vai me ajudar, ajudar o governo a trabalhar melhor. Esta câmara vai estudar as ações e os procedimentos da administração pública e nos orientar no uso mais inteligente do dinheiro, que vem do cidadão através dos impostos. Queremos economizar e, ao mesmo tempo, oferecer serviços cada vez melhores ao cidadão", declarou Dilma. De acordo com ela, o governo vai procurar, com o grupo, soluções para melhorar o funcionamento das escolas e dos hospitais, construir estradas mais baratas e melhores e evitar desperdícios.

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