Câmara de Campinas pede afastamento de delegado

A Câmara Municipal de Campinas deverá votar, na segunda-feira, uma moção, encaminhada pelo presidente Romeu Santini (PSDB), em que pede o afastamento do delegado seccional Osmar Porcelli das investigações sobre o assassinato do prefeito Antonio da Costa Santos, morto com um tiro há três meses. O mesmo pedido foi feito pela prefeitura e pelos parentes de Toninho, representados pelo advogado Ralph Tórtima Stettinger. A prefeita Izalene Tiene (PT) quer agendar uma reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário estadual de Segurança, Marco Vinicio Pettreluzzi, ainda esta semana, para entregar o ofício em que pede o afastamento de Porcelli do caso. A devolução de um Vectra prata, suspeito de ter sido usado no crime, à seguradora desencadeou o movimento contra a permanência do delegado no caso. Santini, Stettinger e a prefeita afirmam que a decisão de Porcelli irá atrapalhar as investigações que estão sendo feitas por uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo há uma semana. A equipe procurou o Vectra para periciá-lo e não o encontrou. Na sexta-feira, duas novas testemunhas foram ouvidas pela polícia. Os dois rapazes são amigos dos quatro suspeitos de terem matado o prefeito. A polícia manteve sigilo sobre a identidade de ambos - um deles é foragido da Justiça - e sobre o conteúdo do depoimento. Os policiais continuam procurando a arma do crime, uma pistola nove milímetros, que até a tarde deste sábado ainda não havia sido apresentada. Três dos quatro suspeitos foram soltos na semana passada por decisão da Justiça. O quarto, o menor A.S.C., continua detido por conta de outras acusações. A polícia afirma que o crime foi cometido pelos quatros rapazes, mas a Justiça entendeu que não havia provas suficientes contra eles para mantê-los na cadeia.

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