Câmara consegue assinaturas e CPI do Cachoeira pode ser instalada

Deputados reuniram 272 nomes, 101 além do necessário, e Casa já pode enviar pedido de abertura da comissão para investigar relações políticas do contraventor

Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2012 | 20h35

BRASÍLIA - Os partidos na Câmara do Deputados conseguiram 272 assinaturas de deputados para a CPI do Cachoeira. Ainda na noite desta terça-feira, 17, eles irão para a Mesa Diretora do Congresso, para protocolar, junto com o Senado, o pedido de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar as operações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Até agora, são 78 assinaturas de deputados do PT; 46 do PMDB; 50 do PSDB; 16 do PR; 25 do PSB; 11 do PCdoB; 27 do DEM; 10 do PPS; 6 do PV e 3 do PSOL. Faltam entregar assinaturas o PDT, o PSD e o PP. Mais cedo, o líder do PT no senado, Walter Pinheiro (BA), informou que já existem 60 assinaturas de senadores para a CPI. Para a criação da CPI são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado.

O líder do PT, senador Walter Pinheiro (PT-BA), encaminhou nesta terça-feira, 17, a relação com as assinaturas de 28 senadores, uma a mais do que o necessário para formalizar a criação da comissão. Pinheiro aponta o apoio integral da bancada petista como sendo uma prova de que o governo não pretende brecar a investigação. "Nunca houve essa história de recuo", afirmou, rebatendo a informação de que o Planalto, ao pesar prós e contras, teria desistido da investigação, estimulada sobretudo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta terça que ajudará a CPI na apuração das operações do contraventor, inclusive se for necessário maior aprofundamento de investigações de contratos, disse hoje o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage. "Tudo que for denunciado pela imprensa com o mínimo de consistência, como sempre fazemos, tratamos de aprofundar as investigações. Se for instalada uma CPI e a CPI solicitar um maior aprofundamento, sem dúvida nenhuma será feito, como tem sido", disse Hage a jornalistas, após participar da abertura da Primeira Conferência Anual de Alto Nível da Parceria Para Governo Aberto, onde estiveram a presidente Dilma Rousseff e a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

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