Câmara começa julgamento do deputado Wanderval Santos

Começou por volta das 16h15, no plenário da Câmara, o processo de julgamento do deputado Wanderval Santos (PL-SP), acusado de envolvimento no esquema do mensalão. O relator do processo, deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), abriu a sessão fazendo a sustentação de seu parecer, que é pela perda de mandato do deputado.Quando ele iniciou a apresentação do parecer, apenas 11 deputados estavam no plenário, embora 436 tivessem registrado presença na Casa. Wanderval é acusado de ter recebido R$ 150 mil de contas do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, tido como um dos operadores do mensalão. O dinheiro foi sacado por funcionários de seu gabinete de uma conta da SMPB Publicidade na agência do Banco Rural em Brasília.DefesaEm sua defesa, Wanderval argumenta que não sabia do fato e que o funcionário de seu gabinete cumpria ordem do ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ), que renunciou ao mandato no ano passado para fugir de processo de cassação.Alencar concluiu que Wanderval tinha responsabilidade pela ação de seu assessor e que "terceirizou o seu mandato" para Carlos Rodrigues, seguindo as orientações do ex-deputado, de quem foi sócio numa emissora de rádio.VotaçãoA votação será secreta e em cédulas de papel. Se os deputados mantiverem o mesmo ritmo das duas últimas quartas-feiras, quando foram julgados dois processos, o primeiro deles deverá ser concluído até por volta das 20 horas. Para cassar o mandato, são necessários 257 votos. Após a votação deste processo, haverá uma sessão extraordinária da Câmara para votar o pedido de cassação do deputado João Magno (PT-MG), também acusado de envolvimento no mensalão.Depois de diversas absolvições e decisões que contrariaram recomendações do Conselho de Ética, poucos deputados se arriscam a fazer previsões sobre os julgamentos. Mas João Magno tem maiores chances de absolvição que Wanderval. O caso de Magno é bastante semelhante ao dos deputados Roberto Brant (PFL-MG) e Romeu Queiroz (PTB-MG), que se livraram da cassação. A acusação, nos três casos, é de uso de caixa 2 nas campanhas eleitorais.

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