Câmara atinge quórum mínimo para abertura de debates

Rodrigo Maia afirma que matéria está pronta para ser votada nesta quarta-feira

Eduardo Rodrigues e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2017 | 09h37

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados atingiu o quórum mínimo de 52 deputados para a abertura dos debates da sessão que irá votar a denúncia contra o presidente Michel Temer. Às 8h50, 55 deputados já marcavam presença na Câmara. O presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ),  abriu a ordem do dia às 9h30. Antes de se dirigir ao plenário, Maia afirmou: "A matéria está pronta para ser votada e essa é a nossa obrigação", disse no Salão Verde.

Maia defendeu a votação do assunto ocorra nesta quarta para que a Câmara possa reorganizar a sua pauta a partir de quinta-feira, 3. "Enquanto a denúncia não for votada, não retomaremos a nossa agenda. Precisamos votas as reformas e construir uma agenda mais próxima ao cidadão", completou Maia.

O deputado Julio Delgado (PSB-MG) avaliou, no entanto, que dificilmente o governo conseguirá votar ainda nesta quarta-feira o parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) favorável a Temer. "O governo cantou vitória, mas terá que mostrar as suas armas. Já temos 50 deputados na Casa, mas o plenário está vazio. Se abrir a sessão agora, a defesa irá falar sozinha. Os deputados estão escondidos em seus gabinetes esperando para virem apenas votar, mas nós não vamos dar quórum para isso", disse o oposicionista. Para abrir a votação, são necessários 342 deputados presentes no plenário.

Ele confirmou que a estratégia da oposição é não registrar presença, deixando que apenas os parlamentares que usarem a palavra durante as discussões sejam computados no quórum. Os oito primeiros deputados da oposição inscritos para falar pertencem aos oito partidos contrários ao governo.

Mesmo que a denúncia não seja votada nesta quarta, Delgado quer que haja um prazo para essa análise, no máximo, até a próxima semana. "É preciso votar as denúncias em separado", afirmou.

 

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