Câmara Árabe teme aumento do xenofobismo no Brasil

A Câmara Árabe de Comércio teme uma reação negativa da população no Brasil por causa dos ataques terroristas contra os Estados Unidos. "Temo que esse xenofobismo em relação à comunidade árabe no País cresça", disse o diretor de Comércio Exterior e secretário geral da câmara, Michel Alaby. O executivo relatou que quarta-feira esteve reunido com embaixadores dos principais e maiores países da comunidade árabe, os quais demostraram certa preocupação. "Embora não exista ainda nenhuma conclusão sobre a eventual participação de alguma das nações árabes nos atentados em Nova York e Washington, nota-se que a pressão norte-americana sobre os seus principais parceiros começa a ser sentida", disse Alaby.O Itamaraty, que estava em processo de seleção de um representante para a embaixada a ser reaberta no Iraque, por exemplo, deve esperar o desfecho dos fatos nos EUA antes de tomar essa decisão. "Acredito que essa indicação deverá ficar parada por algum tempo", lamentou o diretor da Câmara Árabe de Comércio e presidente da Associação de Empresas Brasileiras para a Integração de Mercados (Adebim).Na avaliação de Alaby, o Iraque representaria hoje para o Brasil exportações de pouco mais de US$ 500 milhões por ano. Atualmente, as vendas externas brasileiras para o mercado árabe somam US$ 1,6 bilhão por ano, ou apenas 1% do que os 21 países da comunidade importam todo ano do mundo inteiro.Os principais mercados para os produtos brasileiros são os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito e Marrocos, que, juntos, somam entre US$ 850 milhões e US$ 900 milhões de importações por ano.

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