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Câmara aprova reforma política e mantém doações eleitorais de empresas

As bancadas do PT, PCdoB, PSOL e PPS defenderam que a permissão para o financiamento empresarial fosse retirada do texto, mas foram vencidas; texto segue para o Senado

Daiene Cardoso, Daniel Carvalho e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

12 de agosto de 2015 | 23h09

Brasília - O plenário da Câmara dos Deputados concluiu a votação nesta noite do segundo turno da Reforma Política. O último destaque da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pedia que fosse retirado do texto a doação de empresas privadas para partidos políticos, o que foi rejeitado.

As bancadas do PT, PCdoB, PSOL e PPS defenderam que a permissão para o financiamento empresarial fosse retirado do texto, mas foram vencidas. Foram 317 votos pela manutenção da proposta aprovada em primeiro turno, 162 contra e uma abstenção. O texto segue agora para o Senado.

O tema causou polêmica na votação de primeiro turno, em maio. A aprovação do financiamento privado de campanha aconteceu após uma manobra executada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Num primeiro momento, o plenário rejeitou a proposta que incluía a permissão para que empresas doassem para candidatos e partidos. No dia seguinte, um novo texto foi aprovado e a permissão para doação a candidatos foi excluída. 

Na PEC que segue aos senadores, a doação de pessoas físicas ficou liberada para partidos e candidatos. Já o financiamento empresarial foi restrito aos partidos.

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