Câmara aprova projeto que adequa regimento ao voto aberto

Objetivo da proposta é não abrir margem para questionamentos já que o regimento da Casa ainda prevê votação secreta em alguns casos

Ricardo Della Coletta, Agência Estado

03 Dezembro 2013 | 21h55

Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira, 3, um projeto de resolução que ajusta o regimento interno da Casa à emenda à Constituição que acabou com as votações secretas nos casos de perda de mandato parlamentar.

O objetivo é não dar margem para possíveis questionamentos jurídicos, uma vez que a emenda promulgada na semana passada apenas retirou do texto constitucional a determinação que essas deliberações ocorreriam pelo voto secreto. Como o regimento interno da Casa ainda prevê o voto secreto no caso de perda de mandato, na avaliação de advogados ouvidos pelo Broadcast Político na semana passada, isso poderia criar um vácuo jurídico passível de ser contestado.

Com o projeto de resolução agora aprovado, foi incluído ao regimento da Casa a expressão "em votação ostensiva (aberta)" para os processos de perda de mandato.

A emenda do voto aberto foi promulgada na semana passada e também acabou com as deliberações secretas nos casos de apreciação de vetos presidenciais.

Tramitação. Como uma resposta ao mal-estar gerado pela absolvição em Plenário do deputado condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e preso no complexo penitenciário da Papuda, Natan Donadon (sem partido-RO), numa votação secreta realizada no final de agosto, a Câmara aprovou o voto aberto para todas as decisões do Legislativo.

Quando foi ao Senado, no entanto, ocorreram alterações ao texto para limitar a abrangência da PEC. Um dos objetivos era preservar o voto sigiloso nos casos de indicação de autoridades, uma das prerrogativas dos senadores.

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