Câmara aprova o Estatuto do Desarmamento original

O plenário da Câmara aprovou, agora à tarde, em votação simbólica, o Estatuto do Desarmamento, mantendo o texto original proposto pelo governo. O projeto restringe a posse, o uso e a venda de armas de fogo, mas deixa em aberto a data para realização de referendo popular sobre a proibição da venda de armas. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), anunciou que vai tentar restabelecer, no Senado, a data para realização do referendo popular sobre a proibição da venda de armas no País. A emenda será apresentada quando retornar ao Senado o projeto do Estatuto do Desarmamento, aprovado pelo plenário da Câmara com mudanças no texto anteriormente aprovado pelo Senado, retirando a data do referendo, previsto para 2005 no texto votado no Senado. Segundo Calheiros, é por meio do referendo que se "acabará, definitivamente, com a venda indiscriminada de armas no Brasil". Ele disse que as estatísticas confirmam os prejuízos que a crueldade da violência praticada com armas de fogo provoca ao País. Calheiros lembrou que, há quatro anos, 62,7% dos homicídios no Brasil eram cometidos com armas de fogo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, e hoje esse índice já beira os 80%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.