Câmara aprova MP que reajustou salário mínimo

A Câmara aprovou, em votação simbólica, a medida provisória (MP) que reajustou o salário mínino para R$ 200. Dos 425 deputados presentes no plenário, nenhum registrou voto contrário à aprovação da MP. Mas o deputado Paulo Paim (PT-RS) atacou a política salarial do governo federal, afirmando que é mais autoritária do que a implementada no período militar."Nem a ditadura foi tão cruel com os aposentados quanto este governo", afirmou Paim, na tribuna, defendendo o reajuste de US$ 100 para o salário mínimo. "Isso é um atentado contra os trabalhadores", acrescentou ele. "É uma brincadeira de mau gosto dar um reajuste de 11,2% de aumento para os trabalhadores que recebem um mínimo."A medida provisória era responsável pelo trancamento da pauta. Após sua votação, o plenário da Câmara poderá votar o fim da cumulatividade do PIS e do Cofins, quatro projetos referentes à segurança pública, entre outros. De acordo com o presidente da Casa, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), essas são as prioridades até a próxima semana, antes de iniciar o recesso parlamentar.Antes de votar a medida provisória, os deputados rejeitaram a proposta do PT, apresentada em forma de destaque, sugerindo que fosse analisada a possibilidade de aumento para US$ 100 do valor do salário mínimo. Dos 352 parlamentares que discutiram a possibilidade, 211 recusaram o recurso. O destaque havia sido derrotado também, durante a tarde, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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