Câmara aprova fim do voto secreto em primeira votação

A Câmara aprovou nesta terça-feira, 5, em primeiro turno, a proposta de emenda constitucional (PEC)que institui o voto aberto em todas as deliberações do Congresso. O placar registrou 383 votos a favor, nenhum voto contrário e quatro abstenções. A emenda precisa ser ainda aprovada em segundo turno pela Câmara o que deve acontecer somente após as eleições, e passar por duas votações no Senado para ser promulgada.No Senado, a emenda poderá sofrer alterações já que o presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) já declarou ser contrário ao voto aberto para a eleição das mesas diretoras das duas casas.A votação teve início depois que o líder da minoria , José Carlos Aleluia (PFL-BA), retirou sua proposta que mantinha secreta a votação para as eleições das Mesas Diretorias da Câmara e Senado e instituindo o voto aberto para as demais votações. Restou apenas o texto do relator, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) para ser votado. Para ser aprovada, a proposta de emenda constitucional precisa de 308 votos favoráveis.Durante as discussões, apenas o PFL, o PSDB e o PL defenderam o voto secreto para as eleições da Mesa Diretora. Os outros partidos - PT, PPS, Psol, PDT, PCdoB, PMDB, PSB, e PV - defenderam o voto aberto para todas as questões. Todos os partidos orientaram o voto a favor e a votação é nominal com registro do voto no painel eletrônico. O plenário está cheio. Alguns deputados levantaram cartazes no plenário com os dizeres "voto ético é voto aberto". A deputada Perpétua Almeida (PT-AC) tem circulado no plenário com uma bandeira do Brasil enrolada no corpo. Os deputados do PSOL chegaram a denunciar que havia uma articulação dos parlamentares acusados de envolvimento no esquema dos sanguessugas para esvaziar a sessão.

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