'Calvário não é só de Renan, é do Senado', diz senador do DEM

Para oposição, grande responsável pela absolvição do presidente do Senado foram as seis abstenções

12 de setembro de 2007 | 17h49

Após a decisão que absolveu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), os senadores que participaram da sessão conversaram com a imprensa e muitos se mostraram indignados. Em entrevista a GloboNews, o senador do DEM, Demóstenes Torres, disse que a decisão é um ''calvário do Senado''.  Veja também:'Absolvição macula política brasileira', diz especialista  Confusão, soco e discussões marcam 'julgamento'   Cronologia do caso Renan  Entenda o processo contra Renan Galeria de imagens: confusão, soco e discussões Blog do Piza: Indecorosa absolvição   'Calvário não é só de Renan, é do Senado'PT nega articulação para absolver Renan 'Vou para a igreja rezar', diz Renan após absolvição Deputados e senadores trocam socos antes de sessão Ouça áudio do tumulto no Senado  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado Enquete: você concorda com a absolvição de Renan? Discurso do DEM esquenta clima no Senado, diz deputado "O calvário não é só de Renan, é nosso. Ninguém esperava abstenção num processo como esse. Lavar as mãos foi o que levou a esse resultado, disse o democrata. Para ele, os seis votos de abstenção foi o motivo da absolvição. "Se não houvesse abstenção, poderíamos ter ganhado.A margem foi apertada, os seis senadores indecisos foram quem construíram esses resultado", disse. Com os olhos marejados, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, disse também  que a maior decepção nesse processo foram as abstenções. "Eu estava preparado para o placar de 41 a 40 para que lado fosse, mas as abstenções mostraram uma covardia física de pessoas que já estavam protegidas pelo voto secreto", afirmou, voltando a dizer que os seis parlamentares que se abstiveram foram "extremamente covardes" e "indignos". Para ele, apesar da absolvição, a crise continua. Questionado se Renan pode ser cassado em algum dos outros três processos que responde, Virgílio disse que sim, mas ponderou que "o triste é que isso vai continuar".   Foram 35 votos pela condenação, 40 pela absolvição e 6 abstenções. A decisão dos senadores foi em sessão e votação secretas. Com isso, Renan continua senador por Alagoas e na presidência da Casa. O senador, no entanto, tem mais dois processos contra ele no Conselho de Ética.

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