Calúnia e difamação, as acusações contra ACM

O procurador Paulo Queiroz deve encaminhar à Justiça até o final da próxima semana as duas representações do Ministério Público Federal contra o ex-senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) pelas ofensas proferidas contra o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.Magalhães será processado por "calúnia e difamação". Em entrevistas na semana passada, ACM acusou FHC de ter comandado um esquema de "caixa 2" para captação de recursos durante a campanha presidencial, através do ex-secretario Eduardo Jorge Cunha.Além disso, tachou Fernando Henrique de preguiçoso e ladrão ao falar para a Rádio Subaé, da cidade de Feira de Santana.Na ocasião, Magalhães disse que não deixaria "esse Fernando Henrique roubar em paz" e que ele passava toda as manhãs no Palácio da Alvorada sem fazer nada.Queiroz requisitou a fita à Rádio Subaé para juntar com recortes de jornal com as declarações de ACM. O material será usado como prova para ilustrar as representações que, quando entrarem na Justiça, serão transformadas em ações penais.A Procuradoria-Geral da República de Brasília, encaminhou o caso para a seccional de Salvador pelo fato de ACM ter domicílio eleitoral lá e dado as declarações na capital baiana.O ex-senador recuou da declaração em que chamou FHC de ladrão, informando não se ter expressado corretamente, mesmo porque, garantiu, nunca flagrou um ato desonesto do presidente da República.No entanto, manteve as outras acusações, dizendo-se disposto a provar o suposto esquema de "caixa 2" da campanha presidencial, quando for convocado pela Justiça.

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