Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

'Calço 42, cada um que pague pelos seus crimes', diz Bolsonaro, sobre Pezão

Em viagem pelo interior paulista presidente eleito ainda criticou proposta de reforma da Previdência de Temer e disse que 'não podemos salvar o Brasil matando idosos'

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2018 | 16h36

GUARATINGUETÁ - Um dia após a prisão do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse que, se o político for culpado pelos crimes dos quais é acusado, não lamenta a prisão.

"Eu calço 42. Cada um que pague pelos seus crimes", disse Bolsonaro ao ser questionado sobre a prisão de Pezão após participar de uma formatura de sargentos na Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP). "É um processo que se inicia, mas em sendo culpado não tenho nada a lamentar, tenho apenas a cumprimentar a Polícia Federal e outros órgãos que têm chegado ao final da linha e desvendando muitos nichos de corrupção."

Com maioria no Supremo Tribunal Federal (STF) para manter o indulto natalino editado pelo presidente Michel Temer no ano passado, Bolsonaro garantiu que em seu governo não assinará nenhum indulto e fará com que condenados por corrupção cumpram a pena integralmente. "Já que indulto é um decreto presidencial, a minha caneta continuará com a mesma quantidade de tinta até o final do meu mandato em 2022. Zero indulto", declarou.

Após a passagem por Guaratinguetá, o presidente eleito seguiu viagem para Cachoeira Paulista (SP), onde voltou a demonstrar contrariedade com a reforma da Previdência apresentada pelo presidente Michel Temer, durante entrevista a jornalistas.

Bolsonaro disse que é preciso "tomar cuidado" com a medida apresentada por Temer. "Ela não está justa, no meu entender. Não podemos querer salvar o Brasil matando o idoso."

O militar reformado não quis detalhar qual proposta apresentará, mas reafirmou a intenção de enviar uma reforma da Previdência ao Congresso no primeiro ano de mandato.

 

 

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