Calabi fala em IPCA para indexar dívida dos Estados

Para o secretário da Fazenda de São Paulo, Andrea Calabi, o ideal é que o indexador que corrige a dívida dos Estados com a União seja alterado para IPCA mais 2% ao ano. Segundo ele, esse indexador correspondente ao custo de captação do Tesouro. Atualmente, os contratos são corrigidos por IGP-DI mais juros de 6%, 7,5% ou 9%.

RENATA VERÍSSIMO E ADRIANA FERNANDES, Agência Estado

11 de dezembro de 2012 | 14h44

Mais cedo, o ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentou uma proposta de alterar a correção da dívida com base na Selic, mas limitada a IPCA mais 4% ao ano, durante a reunião do Conselho de Política Fazendária (Confaz) nesta terça-feira, na sede do ministério.

Calabi se queixou a Barbosa da falta de sensibilidade do governo, que tem anunciado medidas com redução de tributos e que afetam a arrecadação dos Estados. Ele citou o caso da energia elétrica, da telefonia e da desoneração de medicamentos e cesta básica.

"Pedimos ao governo que, quando houver propostas de redução de alíquotas com impacto substancial nas finanças dos Estados, que a discussão seja trazida ao Confaz", disse a jornalistas, ao deixar o Ministério da Fazenda.

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