Caixa rebate críticas sobre 'Minha Casa, Minha Vida'

Um dos principais xodós da candidata Dilma Rousseff, o programa "Minha Casa, Minha Vida" mobilizou hoje parte da diretoria da Caixa Econômica Federal. A instituição correu para rebater críticas de que a construção de casas populares tem desempenho aquém do programado e que, para evitar a exposição do problema, o banco estaria omitindo dados. Considerada "mãe" da iniciativa, Dilma foi a responsável em março de 2009 pelo anúncio de lançamento do programa que, originalmente, prometia a construção de 1 milhão de casas. Um ano depois, o número de unidades foi duplicado no PAC 2.

FERNANDO NAKAGAWA, Agência Estado

13 de agosto de 2010 | 19h31

Hoje, o jornal Folha de S.Paulo afirmou que apenas 565 casas para inscritos com renda de até três salários mínimos, ou 0,23% dos contratos assinados, foram entregues até agora. Como reação à notícia, a Caixa divulgou outros números que classificou como "extremamente favoráveis" e que "por si só evidenciam que não há o que se esconder ou omitir". O tom menos técnico do texto difere das notas à imprensa normalmente divulgadas. Na guerra de números, a Caixa afirma que 3.588 unidades já estão com os novos donos e que 114 mil devem ser entregues até o fim do ano.

O comunicado da Caixa argumenta que as informações do Minha Casa, Minha Vida "são públicas e frequentemente divulgadas: trimestralmente, após entrevistas coletivas, e também diariamente, como resultado de dezenas de demandas de diversos veículos de comunicação atendidas pela assessoria de imprensa". O texto diz ainda que essa periodicidade de divulgação "comprova o trabalho transparente da Caixa".

Apesar de rechaçar a hipótese de falha do programa, a direção do banco admite que é possível haver dificuldade na entrega de casas graças a fatores independentes da instituição, como o clima. "Necessariamente existe um hiato de tempo entre a assinatura de um contrato para a produção de um empreendimento habitacional e a efetiva conclusão e entrega das unidades. Esse prazo varia, entre 12 e 24 meses, em função da quantidade de unidades, da especificação dos imóveis e das condições climáticas, dentre outros fatores", diz o texto distribuído à imprensa.

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