Caixa-preta do avião de Campos já está em Brasília para análise

Equipamento está no centro de investigação da Aeronáutica para verificar condições de dados de registros de conversa da cabine

ÁLVARO CAMPOS, Agência Estado

14 de agosto de 2014 | 11h57

O Comando da Aeronáutica informou nesta quinta-feira, 14, por meio de nota, que a caixa-preta do avião que transportava o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) já chegou a Brasília, onde será analisada. O equipamento foi encaminhado para o Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (Labdata) do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), onde foi iniciado o processo de desmontagem para o acesso à memória interna e avaliação das condições de leitura dos dados.

Segundo a Aeronáutica, os demais destroços estão sendo concentrados para avaliação dos investigadores. "No decorrer da investigação será definido o destino das peças para análises e pesquisas", diz a nota. A aeronave Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, caiu nessa quarta-feira, 13, em Santos (SP), matando Campos e mais seis pessoas.

O gravador de voz contido na caixa-preta traz os 30 últimos minutos de conversa na cabine, assim como as conversas com o funcionário de terra da base aérea de Santos. O piloto do avião entrou em contato com a estação de rádio da base aérea de Santos, ou aeroporto do Guarujá como é conhecido, informando que ia fazer procedimento de pouso. Em seguida, o piloto se comunicou novamente com o funcionário da base e avisou que não tinha encontrado visualmente a pista de pouso e arremeteu. Em seguida, não houve mais comunicação e ocorreu a queda.

Em Santos. O delegado Aldo Galeano, chefe da Polícia Civil de Santos, pediu que pessoas que tiveram a casa atingida por qualquer pedaço do avião procurem a polícia para registrar o fato. A informação será usada tanto nas investigações quanto para eventuais ações de indenização. Galeão do falou também sobre os corpos. "Falei com um perito que me disse ter havido ali um impacto de ao menos 20 G (20 vezes a força da gravidade). A partir de 8 G, o corpo humano já se dilacera. Mas não vamos entrar nesses detalhes técnicos, isso é para a Perícia". / Colaborou Bruno Ribeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.