Caixa preta do avião da FAB será analisada nos EUA

A caixa-preta do avião Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) que explodiu na quinta-feira ao colidir com a Serra da Tiririca, na região oceânica de Niterói, Grande Rio, será analisada nos Estados Unidos. O equipamento foi localizado na sexta e pode, antes de seguir para os EUA, passar pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) do Comando da Aeronáutica, em Brasília, onde a investigação está concentrada. Nove militares morreram no acidente.O capitão-aviador Max Luiz da Silva Barreto explicou que as informações contidas na caixa-preta, fundamentais para o esclarecimento da causa do desastre, só podem ser decodificadas pelo fabricante, uma empresa norte-americana.Feito isso, os dados serão passados para o Cenipa. O aparelho fica na cauda da aeronave e registrou as comunicações internas do vôo. Não há registro dos equipamentos do sistema de navegação. O Hércules foi comprado dos EUA em 1965 e recentemente passara por atualização.EnterroOs corpos dos nove militares foram levados na sexta-feira para o hospital central do Exército, em Benfica, zona norte do Rio, onde legistas do Exército e da Aeronáutica os identificaram. Todos foram enterrados neste sábado, cinco deles com honras. Os próprios militares, a cada ano, indicam o local onde querem ser enterrados, e dizem se querem ou não receber as homenagens.O capitão-aviador Luiz Gonzaga de Almeida Oliveira, de 36 anos, e o suboficial Carlos Antonio Neves Gonçalves, 41, foram enterrados na Cripta da Aeronáutica, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul. Cobertos com bandeiras do Brasil, os caixões foram acompanhados por escolta militar. Houve salvas de tiros, disparados por 30 homens, e toque de recolher.Depois do enterro, as bandeiras foram dobradas e entregues às famílias, que não deram entrevistas. Cerca pessoas acompanharam a cerimônia, acompanhada por brigadeiros (oficiais-generais), entre eles o comandante-geral do Ar, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, a quem estão subordinadas todas as bases aéreas do País.O capitão Max Barreto conheceu bem o capitão Luiz Gonzaga de Oliveira. Eles foram colegas na Academia da Força Aérea (AFA) e costumavam voar juntos de ultraleve nos fins de semana. ?O Luiz era uma pessoa muito experiente, extremamente calma, detalhista e profundo conhecedor do Hércules?, afirmou.As outras vítimas são: o capitão-aviador Alexandre Caldeira Coelho, de 37 anos; o suboficial Alfredo Pereira da Silva, 49; os sargentos José Luiz de Souza, 39; Anselmo Amaral de Cunha, 40; Uelton de Oliveira, 37; Márcio de Rezende Chitarra, 34; e André Luiz Souza da Cruz, 30. À exceção de Pereira da Silva, de Volta Redonda, município do sul fluminense, e de Chitarra, de Barbacena (MG), todos foram enterrados no Rio, onde moravam.

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