Caixa ignorou auditoria e renovou com a GTech em 2003

A Caixa Econômica Federal renovou por 25 meses a parceria com a GTech - empresa que processa os jogos lotéricos - mesmo depois de ter aberto processo administrativo para investigar responsabilidades de empregados e administradores da estatal na gestão do contrato com a empresa e instaurado uma auditoria interna sobre os serviços prestados.O novo contrato foi assinado em 14 de abril do ano passado, já no governo petista. Mas em sua defesa, o governo diz que a direção daCaixa conseguiu, na ocasião, reduzir os preços em 15%. As tarifas pagas pela Caixa à Gtech, pelo processamento dos jogos, caíram de R$ 0,15 para R$ 0,1275. O contrato com a GTech existe desde janeiro de 1997, quando era cobrada a tarifa de R$ 0,05. Em maio de 1998, foi renovado, agora com R$ 0,08; em maio de 1999, com R$ 0,12; e em 2000, subindo para R$ 0,15%.As informações foram preparadas pela própria Caixa para municiar a líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC), com documentos destinados a servir de suporte para as respostas que tenha de dar às críticas da oposição, que levanta suspeitas sobre o contrato entre a estatal e a Gtech. De acordo com a papelada da Caixa, todas as providências que o banco tomou estão sendo acompanhadas pelos órgãos de controle interno e externo e também pelo Ministério Público Federal.O senador Demósthenes Torres (PFL-GO) tem feito sucessivas acusações à Caixa por conta de possíveis irregularidades no contrato e também pela suspeita de que o ex-assessor parlamentar da Casa Civil Waldomiro Diniz teve influência na prorrogação do acordo entre a estatal e a GTech. Demósthenes disse que desde dezembro sua assessoria se dedica a procurar as irregularidades no processo, que já tem mais de 4 mil páginas.

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