Caixa e Gtech criticam relatório preliminar da CPI dos Bingos

A Caixa Econômica Federal e a multinacional Gtech divulgaram, nesta terça-feira, notas contestando o relatório preliminar aprovado hoje pela CPI dos Bingos. A nota da Caixa manifesta surpresa com o relatório, enquanto a Gtech afirma que o documento não apresenta prova de irregularidade no relacionamento entre ela e a Caixa. "Baseado em suposições, o relatório é superficial em seus argumentos e chega a ser contraditório", diz a nota da operadora de loterias da Caixa.Na nota, a Caixa diz que tem, nos últimos anos, obtido os melhores resultados de sua história" e manifesta sua surpresa pela aprovação do relatório parcial, sem a votação das emendas apresentadas pelos parlamentares. "A Caixa, no entanto, aguarda a votação das emendas, com serenidade e confiança no reconhecimento da legitimidade de suas ações e de seus representantes legais", diz a nota, sem mencionar o fato de o relatório relacionar o atual presidente da instituição, Jorge Mattoso, e os ex-presidentes Sérgio Cutolo e Emílio Carrazzai entre as pessoas a serem indiciadas por irregularidades.A Caixa afirma que, transcorridos quase três anos da assinatura do aditamento ao contrato com a empresa Gtech, em abril de 2003, "nada foi comprovado que colocasse em dúvida a lisura e correção dos procedimentos adotados por seus dirigentes e empregados". "Pela primeira vez, desde 1997, obteve-se uma redução de custos da ordem de 15%, foi liberada a abertura de 4.000 novos correspondentes bancários - antes vedadas por decisão judicial - e foi possível a transferência da base de dados das transações lotéricas, então de posse da Gtech. A assinatura do termo aditivo proporcionou a economia de R$117 milhões".No documento, a Caixa lembra ainda que a CPI solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) manifestação quanto a matéria e, por meio do Acórdão nº 2.252/2005, o Tribunal considerou que "todas as providências adotadas pela atual gestão da Caixa, no relacionamento com a Gtech, foram adequadas e permitirão - ainda este ano - que ela processe, com sistema próprio, as loterias e os serviços bancários realizados pelos lotéricos, desvencilhando-se de uma dependência tecnológica, que se arrasta há uma década" .

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