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Cai avaliação positiva sobre medidas do governo contra crise

Queda foi de 62% em dezembro de 2008 para 47% em março de 2008, segundo pesquisa CNI/Ibope

Renata Verissimo, da Agência Estado,

20 de março de 2009 | 14h57

A avaliação positiva sobre as medidas do governo no combate à crise despencou de 62% em dezembro de 2008 para 47% em março de 2009 na pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira, 20. Por outro lado, a avaliação negativa subiu de 5% para 11% neste mesmo período. Os entrevistados que avaliaram como regular a atuação do governo federal no combate à crise subiram de 25% em dezembro para 34% em março.

 

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Além disso, a pesquisa mostra que recuou de 62% para 59% aqueles que consideram que o governo está adotando as medidas corretas no enfrentamento da crise. Para 22%, as medidas não estão sendo adequadas ante um porcentual de 15% em dezembro. Os entrevistados que disseram não conhecer o suficiente para opinar caíram de 13% para 11%. A pesquisa CNI/Ibope ouviu 2.002 pessoas entre 11 e 15 de março.

 

O resultado é embasado pela piora da percepção das pessoas em relação à crise. A pesquisa revelou que para 37% dos entrevistados a crise financeira internacional é muito grave. Esta percepção aumentou em relação a dezembro, quando 35% informaram considerar a crise muito grave. Aqueles que consideram a crise pouco grave subiram de 7% para 9% e os entrevistados que afirmaram que a crise é grave caíram de 49% para 46% no período.

 

A pesquisa mostrou também que subiu de 37% para 40% as pessoas que consideram que a economia brasileira será muito prejudicada pela crise. Por outro lado, caiu de 46% para 44% em março aqueles que acham que a economia será pouco prejudicada. Os entrevistados que consideram que a crise não terá impacto na economia caíram de 10% em dezembro para 9% em março.

 

Ainda segundo a CNI/Ibope, reduziu de 43% para 39% o número de pessoas que considera que o Brasil está mais preparado hoje para enfrentar a crise do que estava no passado. Por outro lado, subiu de 15% em dezembro para 18% em março aqueles que consideram o Brasil menos preparado agora. Também houve uma queda de 28% para 26% as pessoas que avaliam que o Brasil hoje está igualmente preparado como no passado.

 

Consumo na crise

 

A pesquisa CNI/Ibope identificou que subiu de 20% em dezembro para 30% em março as pessoas que já alteram seus hábitos de consumo ou de planejamento financeiro por causa da crise financeira internacional. O levantamento também mostra uma certa estabilidade entre aqueles que não alteraram e nem pretendem mudar os hábitos de consumo. O porcentual neste item caiu de 46% em dezembro para 45% em março. Além disso, 21% dos entrevistados informaram que ainda não alteraram seus hábitos, mas pretendem mudar. Este porcentual era de 27% em dezembro.

 

A pesquisa também mostra que subiu de 24% para 28% o número de pessoas com muito medo de ser afetada pela crise. Além disso, se manteve em 41% aqueles que declaram estar com um pouco de medo de ser afetado pela crise e caiu de 26% para 23% em março os entrevistados sem qualquer medo da crise.

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