Cai aprovação às medidas do governo no combate à inflação

Pesquisa Ibope revela ainda que o pessimismo com a inflação no 2º semestre é o pior da série

Da Redação,

30 de junho de 2008 | 14h22

A alta da inflação já mexe com a avaliação do governo Lula, pelo menos no que diz respeito à forma como a alta dos preços tem sido combatida. Pesquisa Ibope - encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta segunda-feira - revela que a avaliação positiva do governo permaneceu estável em junho, em 58%. Contudo, a forma como a inflação tem sido combatida pelo governo (aprovação no combate aos preços) caiu de 51% para 41%. Na mesma medida cresceu a desaprovação ao combate à alta dos preços - de 43% para 53%. Veja também: CNI/Ibope: cai aprovação do governo no combate à fome  Avaliação positiva do governo fica em 58%, diz CNI/Ibope    A política econômica do governo para reduzir a pressão de alta sobre a inflação tem sido a elevação da Selic, a taxa básica de juros da economia, que desde março já subiu 1 ponto porcentual - de 11,25% para 12,25% ao ano. A pesquisa mostrou, portanto, que a aprovação à atual taxa de juros caiu de 39% para 31%. Pessimismo com inflação é o maior da série histórica do Ibope A população também está pessimista quanto à eficácia do aumento de juros no combate à inflação. A pesquisa mostra que 65% dos entrevistados acreditam que os preços vão aumentar muito no segundo semestre - é o maior patamar da série histórica do Ibope - e apenas 12% acreditam que ela diminuirá. Para 18%, a inflação não mudará nos seis próximos meses. A pesquisa mostrou que a expectativa de aumento da inflação é o principal motivo de preocupação de todos os entrevistados. Isso influiu, segundo o diretor da CNI, Marco Antonio Guarita, no aumento da percepção pessimista da população em relação ao desemprego e à renda - dois itens que causam impacto direto na vida das pessoas. A apuração do Ibope mostra também que a aprovação no combate ao desemprego caiu de 55% para 52%, enquanto a desaprovação subiu de 41% para 45%. No campo econômico, outro aspecto negativo foi a queda na aprovação sobre impostos - de 35% para 31% - e a desaprovação subiu de 60% para 63%. O pessimismo atinge também as perspectivas sobre o desemprego. Subiu de 42% para 52% o total de entrevistados que acreditam que o desemprego aumentará muito no segundo semestre. Apenas 24% acreditam em queda do desemprego e para 21% os números do desemprego continuaram estáveis nos seis próximos meses. O fato é que a pesquisa revelou que o brasileiro está percebendo mudanças no horizonte da economia, sobretudo em relação à inflação. Guarita diz, porém, que ainda é recente a expectativa das pessoas em relação à alta da inflação e que isso não teria influenciado a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na pesquisa, a avaliação negativa do governo passou de 11%, registrados em março, para 12% em junho, e a desaprovação ao presidente subiu de 22%, registrados em março, para 24%, em junho. Os dados são da pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e apresentada nesta segunda-feira. O Ibope entrevistou 2002 pessoas em 141 municípios entre os dias 22 e 23 de junho. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.    

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