Cadastro nacional vai reunir dados sobre veículos e cargas roubados

Na tentativa de impedir o avanço do crime de carga organizado no País, a Secretaria Nacional de Segurança Pública está montando desde o começo do mês um banco de dados sobre o roubo de cargas. O projeto consiste na instalação de um cadastro nacional de informações sobre veículos e mercadorias roubadas. Um levantamento realizado pelo Ministério da Justiça com as seguradoras e empresas transportadoras revelou que o prejuízo por ano com o crime ultrapassa R$ 500 milhões. Segundo as seguradoras, a Região Sudeste responde por 79,5% dos casos de roubos e furtos de cargas no País. A maior parte das ocorrências se concentra em São Paulo e no Rio. O levantamento do Ministério da Justiça indica ainda que as Rodovias Dutra, Castelo Branco, Anhangüera, Bandeirantes e Régis Bittencourt. em São Paulo, são as recordistas. A secretaria espera concluir até o fim do ano o primeiro relatório com dados estatísticos dos Estados para facilitar a ação do governo no combate ao crime. O crime organizado de carga praticou de janeiro a junho, em todo o Estado, 1.239 assaltos, média de 206,5 por mês. Roubou das transportadoras, no primeiro semestre, um total de R$ 110,384 milhões. Os números foram divulgados ontem pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp).

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