Caciques tentam evitar que índios cobrem pedágio na Transamazônica

Uma comissão indígena foi a Brasília negociar mais verba para as ações da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Rondônia. Na volta para Porto Velho nesta quinta-feira, um dos sete caciques, Aurélio Tenharim, já tem uma nova tarefa. Ele foi para o quilômetro 145 da rodovia BR-320 (Transamazônica) para tentar suspender a cobrança de pedágio que há dois dias vem sendo realizada pelos cerca de mil moradores da terra indígena Tenharim do Marmelo.Entre os dias 2 e 10 de outubro, a Transamazônica esteve bloqueada pelos indígenas na altura desse trecho. Quando liberaram o trânsito, os manifestantes passaram a cobrar pedágio dos motoristas: R$ 60 para caminhões, R$ 20 para carros e caminhonetes e R$ 10 para motos.?A comunidade havia ameaçado bloquear de novo a rodovia, se o pedágio fosse interrompido?, contou o cacique Humberto Terena, que também fazia parte da comissão. ?Hoje à tarde o Aurélio Tenharim deve chegar lá. Ele vai pedir que os parentes aguardem até novembro, para ver se a promessa da Funai será cumprida?. A "promessa" a que ele se refere é o pedido de crédito especial ao Ministério da Justiça, no valor de R$ 1,7 milhão, para as cinco administrações da Funai em Rondônia, responsáveis por uma área onde vivem 9 mil indígenas. A verba se destina ao financiamento de atividades produtivas (R$ 400 mil), funcionamento de postos indígenas (R$ 400 mil), assistência social (R$ 400 mil) e proteção e fiscalização do território (R$ 500 mil). O diretor de Assistência da Funai, Slowacki de Assis, explicou que, caso aprovado, o crédito especial deve demorar pelo menos até o início de novembro para ser liberado.As informações são da Agência Brasil.

Agencia Estado,

12 de outubro de 2006 | 18h38

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