Cachoeira permanece calado em CPI

O deputado Silvio Costa (PTB-PE) sugeriu nesta terça que os integrantes da CPI do Cachoeira não façam perguntas ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para que ele não se beneficie quando for convocado novamente pela comissão. Costa disse que, ao expor os questionamentos, o contraventor pode tirar benefícios quando depuser.

RICARDO BRITO, Agência Estado

22 Maio 2012 | 16h24

Cachoeira afirmou que só vai se pronunciar na CPI depois de ser ouvido em uma audiência a que foi convocado pela Justiça, marcada para junho. O presidente da comissão, Vital do Rêgo (PMDB-PB), concordou com a avaliação de Silvio Costa, chegando a dizer que seria de "bom alvitre" antecipar o encerramento do encontro.

Os líderes do PSDB no Senado e na Câmara, respectivamente, Alvaro Dias (PR) e Bruno Araújo (PE), deixaram de fazer perguntas ao contraventor. "Que imagem que nós estamos passando", afirmou Alvaro Dias, para quem Cachoeira está depondo na CPI com "arrogância diante dos livres". Bruno Araújo pediu a reconvocação imediata do contraventor.

A senadora Kátia Abreu (PSD-TO) fez o mais duro questionamento à sessão. "Estamos fazendo um papel de ridículo diante deste cidadão", afirmou, para quem estava perguntando "para uma múmia". "Um cidadão que não quer responder. Não vou ficar aqui dando ouro para bandido", disse. "A gente vai ser ridicularizado ao cubo", criticou Silvio Costa, que, assim como Kátia Abreu, também não quis fazer perguntas.

Contudo, os parlamentares ignoraram o pedido. O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), fez perguntas, sem respostas, sobre a relação do contraventor com o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo.

O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), sugeriu aos parlamentares votar um pedido para convocá-lo após as duas audiências na Justiça, marcadas para os dias 31 de maio e 1º de junho. "Temos uma longa travessia", afirmou ele, sugerindo antecipar o fim da sessão.

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