Ed Ferreira/AE - 13.07.2005
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Cachoeira é transferido para penitenciária da Papuda, no DF

Contraventor, preso em feveiro pela Operação Monte Carlo da PF, deixou regime de segurança máxima em Mossoró (RN) após decisão judicial

Vannildo Mendes, da Agência Estado

18 de abril de 2012 | 11h43

BRASÍLIA - Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, desembarcou na manhã desta quarta-feira, 18, está em Brasília, onde ficará preso à disposição da Justiça e da CPI Mista do Congresso que investigam a rede de contravenção que ele comandava em Goiás e no Distrito Federal. O contraventor chegou às 8h05, vindo de Fortaleza, em voo comercial, e às 8h30 foi recolhido à ala federal do complexo penitenciário da Papuda, depois de fazer exame de corpo de delito para atestar suas condições físicas.

Como Cachoeira saiu do regime de segurança máxima em que se encontrava, na penitenciária federal de Mossoró (RN), agora ele passa a ter algumas regalias permitidas a presos comuns, como o direito a visita íntima. Ele é casado com Andressa Alves Mendonça, de 30, ex-mulher do suplente do senador Demóstenes Torres, o empresário Wilder Pedro de Moraes.

O contraventor também passa a ter mais tempo de banho de sol diário e pode receber a visita do advogado a qualquer hora do dia ou da noite. Antes as visitas tinham de ser agendadas. Ele ocupará uma cela coletiva de cerca de 50 metros quadrados, com banheiro, chuveiro frio e cama de cimento. Os familiares, que moram em Goiânia, também reclamavam dificuldades de visita por conta da distância do presídio de Mossoró, para onde ele foi levado no dia seguinte à sua prisão, em 29 de fevereiro, na Operação Monte Carlo.

O Departamento Penitenciário Federal (Depen), encarregado da transferência para Brasília, despistou toda a imprensa e fez o traslado em sigilo. Enquanto os jornalistas se centravam desde cedo no aeroporto seguindo a pista falsa de que o bicheiro chegaria às 10h, Cachoeira dava entrada tranquilamente na Papuda. O Depen informou que transferência de presos segue um procedimento sigiloso previsto em lei, por questão de segurança.

Cachoeira fez todo o percurso algemado, escoltado por quatro agentes penitenciários federais. Ele desembarcou no aeroporto de Brasília e da pista foi embarcado numa viatura da Polícia Federal, seguindo direto para a Papuda. A ala federal tem atualmente 22 presos. Ele foi transferido por decisão liminar do juiz Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF). O juiz acatou o argumento da defesa de que Cachoeira não cometeu crime hediondo e é réu primário.

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