Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Cachoeira é o grande vencedor do caso Waldomiro, diz Abrabin

O presidente da Associação Brasileira de Bingos (Abrabin), Olavo Sales da Silveira, afirmou hoje que o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, "é o grande vencedor" do caso Waldomiro Diniz, que culminou com a proibição pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva das atividades de bingos e caça-níqueis no País. Silveira, que controla dois bingos na Capital paulista, justificou a afirmação com questionamentos sobre o momento de divulgação da fita de vídeo. "Por que essa que fita surge apenas às vésperas de o projeto de lei (que traz novas regras para bingos e lo terias) ser encaminhado ao Congresso?", indagou. "O Waldomiro era refém do Cachoeira (...) A fita era a arma (...) Ele (Diniz) foi detonado porque não pôde atender os interesses de Cachoeira", afirmou.De acordo com o presidente da Abrabin, Cachoeira estaria interessado na regulamentação da loteria online, uma vez que representa no País os interesses de uma empresa sul-coreana que fornece a tecnologia para esse tipo de aposta. "Ao que nos consta, o projeto não contempla o chamado bingo real time", argumentou. "Os bingos foram o bode expiatório de uma guerra que envolve um grupo sul-coreano representado por Carlos Cachoeira e a GTech (empresa que processa todos os jogos da Caixa Econômica Federal e fornece equipamentos para apostas), que estão interessadas nessa modalidade de loteria", acrescentou.Segundo Silveira, Carlinhos Cachoeira também seria um dos principais beneficiados com a proibição de funcionamento das casas de bingo, uma vez que a atividade concorre diretamente com os negócios do empresário na área de loteria eletrônica. "Com a proibição dos bingos, os jogadores devem migrar para a área que é de interesse dele", afirmou Silveira.Quanto à proibição que atingiu o setor, o presidente da Abrabin afirmou que a falta de uma legislação clara para o segmento e o desconhecimento sobre o negócio teriam induzido a relação entre bingos e lavagem de dinheiro. "O bingo foi punido por uma atuação que não teve", contestou Silveira. "Há uma dificuldade de se diferenciar o bingo de outros jogos (...) Há uma imagem de que o bingo opera valores maiores e que acabam não declarados", afirmou.De acordo com Silveira, a "confusão" seria provocada pela falta de diferenciação entre o valor de giro dos bingos (valor movimentado pela casa ao longo dos jogos) e a receita efetiva da empresa. "Um bingo tem receita de R$ 700 mil a R$ 1,2 milhão por mês . E o giro é cinco ou seis vezes maior do que isso", explicou.O empresário ressaltou ainda a afirmação de que as casa de bingo seriam utilizadas para lavagem de dinheiro é "discurso de adversário". "Os tributos são proibitivos no bingo (porque incidiriam sobre o giro e não sobre a receita). No bingo é impossível es quentar dinheiro", garantiu.A Abrabin representa 600 casas de bingo espalhadas por todo o País. Outras 500 empresas também atuariam no setor, porém sem filiação à entidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.