Dida Sampaio/AE
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Cachoeira alega estar deprimido, mas TJ mantém prisão

Decisão tomada pelos desembargadores da 2ª. Turma Criminal do TJ foi unânime

Mariângela Gallucci, de O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2012 | 19h55

Nem a alegação de que o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, estaria com depressão convenceu o Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal a determinar a sua soltura. Por unanimidade, os desembargadores da 2ª. Turma Criminal do TJ rejeitaram nesta quinta um pedido para que a prisão preventiva de Cachoeira fosse revogada.

Relator do caso, o desembargador Sousa e Ávila disse que o sistema prisional tem médicos e condições de garantir a saúde de seus presos. Em caso de necessidade de transferência para hospital para realização de exames ou para tratamentos mais específicos, o magistrado também disse que a medida é possível.

Além de ter rejeitado a alegação de que Cachoeira deveria sair da prisão por causa da depressão, a 2ª. Turma do TJ discordou do argumento da defesa do contraventor de que ele deveria ser solto porque outros réus no mesmo processo já não estão mais presos.

O desembargador disse que os outros acusados não representavam mais risco para a instrução do processo uma vez que não fazem mais parte da empresa Delta e não são reincidentes criminalmente. Em relação a Cachoeira, o magistrado afirmou que pedidos de soltura têm de ser analisados com extrema cautela por causa do poder econômico dele e da grande influência nos meios políticos e na administração pública.

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