Cabral vê sensacionalismo em CPI da Petrobras

Para governador do Rio, seria possível investigar qualquer suspeita sobre a empresa em outras instâncias

Carolina Freitas, da Agência Estado,

25 Maio 2009 | 15h59

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), atribuiu nesta segunda-feira, 25, à CPI da Petrobras no Senado um tom de "sensacionalismo político". Para Cabral, seria possível investigar qualquer suspeita sobre a empresa em outras instâncias, como no Ministério Público, na Receita Federal ou nas Comissões Permanentes do Congresso.

 

"Temos instrumentos legais democráticos que poderiam ser utilizados antes desta espetacularização", disse o governador, após encontro com representantes do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista. "Meu temor é que a CPI se torne um momento pré-eleitoral, que descambe para o sensacionalismo político."

 

Questionado sobre a participação decisiva de seu partido, o PMBD, para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito, Cabral tergiversou: "Não quero...já emiti a minha opinião. Acho que não havia necessidade (de criar a CPI)." O governador ainda crê que a partir de agora, com a CPI instaurada, o PMDB tenha um papel fiscalizador. "O PMDB vai fazer o seu papel não de blindagem, mas de parceria para que as coisas sejam feitas de maneira transparente e responsável", completou.

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