Cabral reafirma candidatura de seu vice, Pezão, ao governo do Rio

Governador do Rio de Janeiro afirmou, também, que possibilidade de sair do governo antes do fim do mandato 'não chegou a ser cogitada'

Marcelo Gomes - O Estado de S. Paulo,

01 de agosto de 2013 | 11h15

RIO DE JANEIRO - Com a popularidade em baixa, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), reafirmou nesta quinta-feira, 1º, que seu atual vice, Luiz Fernando Pezão, será lançado como o candidato do seu partido ao governo do Estado nas eleições do ano que vem.  À frente de um governo aprovado apenas por 12% dos eleitores de acordo com pesquisa CNI/Ibope, Cabral afirmou também que 'ainda não cogitou' a hipótese de se desincompatibilizar — abrir mão do cargo — antes do término de seu mandato,  em dezembro de 2014.

A possibilidade de Cabral antecipar sua saída do governo foi afirmada pelo presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, em reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal O Dia. Picciani disse que o governador vai deixar o cargo em abril do ano que vem para que seu filho, Marco Antônio, possa se lançar candidato a deputado federal.

"(A desincompatibilização) Não chegou a ser cogitada por nós. Mas a oportunidade de Pezão ser o candidato está mantida. Vamos lançá-lo candidato a governador. É um quadro extraordinário, com sensibilidade política e social extraordinária, e uma capacidade administrativa grande", disse Cabral, em entrevista à Rádio CBN. "Está ratificada a candidatura do Pezão ao governo do Estado", afirmou, acrescentando que houve avanços em muitos serviços públicos no Rio de 2006 a 2013, nos seus dois mandatos, tendo Pezão como vice.

Com relação à declaração de Picciani, Cabral disse que “o presidente do partido tem obrigação de discutir política e o futuro do partido". Disse também que vários governadores em segundo mandato estão estudando o que farão em 2014, citando Eduardo Campos (de Pernambuco), Jacques Wagner (da Bahia), e Cid Gomes (do Ceará). Cabral comentou que Aécio Neves deixou o governo de Minas em 2010 para disputar o Senado e que Paulo Hartung, do Espírito Santo, ficou até o final.

"Aqui no Rio já teve governador que deixou mandato para disputa a Presidência da República (referindo-se ao antecessor e ex-aliado Anthony Garotinho). Faz parte do processo democrático. Ainda estamos avaliando. São várias hipóteses”, disse o governador do Rio de Janeiro.

Protocolo. O governador fluminense  disse que vai criar um protocolo de utilização das aeronaves do Estado. Ele nega que tenha exagerado no uso de helicópteros da frota oficial. Reportagem da Revista “Veja” revelou que o governador usava diariamente helicópteros oficiais para ir de casa para o trabalho, num percurso de menos de dez quilômetros, e que helicópteros oficiais transportam sua família e o cachorro da família para sua casa de praia, em Mangaratiba, no litoral sul do Estado, aos fins de semana.

“Não havia nenhum protocolo de uso. Eu jamais exagerei e sempre fui pautado pela orientação do gabinete militar. O helicóptero não é do Sérgio Cabral, é do governo do Estado. Quando tem protocolo, passa a ter regras. E fica tudo mais fácil. É um avanço para o futuro do Rio”, afirmou o governador.

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