Cabral promete livrar comunidades do tráfico até 2014

Em discurso marcado por elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador reempossado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), reafirmou sua disposição de lutar contra as perdas que seriam impostas ao Estado com a nova divisão dos royalties pela produção de petróleo. O político prometeu que em 2014 nenhuma comunidade será dominada pelo tráfico.

WILSON TOSTA, Agência Estado

01 de janeiro de 2011 | 14h00

Em um pronunciamento de pouco mais de 30 minutos, na Assembleia Legislativa, Cabral agradeceu a Lula por ter vetado o que chamou de "descalabro, não com o Rio de Janeiro, mas com a nação". O presidente impôs veto ao dispositivo legal criado pelos parlamentares que redistribuía por todos os Estados e municípios os recursos originalmente do Rio de Janeiro.

Cabral salientou que Lula foi "o maior presidente da história do Brasil" e reafirmou sua confiança de que a nova presidente, Dilma Rousseff (PT), manterá a mesma postura que o antecessor em relação à questão. "Não vamos, em hipótese alguma, respeitando os nossos deveres, abrir mão de nossos direitos", disse Cabral, que também elogiou o apoio do povo do Rio, que segundo ele, "disse não à covardia dos royalties do pré-sal".

Em um plenário lotado, o governador recordou que ao tomar posse no primeiro mandato, em 2007, o Rio sofria uma série de atentados cometidos pelo crime organizado, e se mostrou satisfeito por ter "podido virar a página de um Estado" que há quatro anos "estava em pânico". "Assumi com o Rio assustado, com mais de 50 vítimas do terror", afirmou. Ele elogiou o apoio dado pelas Forças Armadas à ação policial que retomou o controle de áreas antes dominadas por criminosos, como a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, no fim de novembro. O governador encerrou seu discurso com um compromisso: "Em 2014, não haverá uma comunidade ou um bairro de nosso estado dominado pelo poder paralelo".

Cabral aproveitou para, mais uma vez, elogiar o presidente Lula. "Foi este mesmo presidente da República que durante uma campanha que parecia impossível, que parecia mais uma vez fadada ao fracasso, abraçou um ideal: o sonho olímpico", disse Cabral, recordando o apoio de Lula à candidatura vitoriosa do Rio a sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

O governador reconheceu que o Rio tem problemas na área da educação - na qual, segundo ele, o Estado avançou, mas não o suficiente. Ele prometeu que em 2014 o Estado estará entre os cinco primeiros no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), indicador do Ministério da Educação que mede a qualidade do ensino.

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