Rodrigo Félix
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Cabral passa mal e é atendido em UPA em prisão no Rio

Ex-governador está preso em Bangu desde novembro passado; de acordo com secretaria, ele foi submetido a exames

Constança Rezende, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2017 | 10h47

RIO - O ex-governador Sérgio Cabral passou mal na manhã de segunda-feira, 13, e precisou ser atendido na unidade médica do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, onde está preso.  O peemedebista errou na dosagem de um medicamento que usa com regularidade e, por isso, sofreu um mal-estar e teve de ser submetido a cuidados médicos.

De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Cabral foi atendido no ambulatório da Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira e, depois, encaminhado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que fica dentro complexo, para fazer exames.

Após ser atendido, o ex-governador retornou para a unidade prisional e, segundo a secretaria, passa bem. 

A UPA que recebeu Cabral foi inaugurada pelo próprio peemedebista, quando era governador, em 2011. Na ocasião, ele anunciou que a unidade poderia atender até 300 pacientes por dia e era equipada com aparelhos de raio x, ultrassonografia e duas salas de hemodiálise. “Não estamos inaugurando uma UPA comum. O preso, aqui, vai ter a oportunidade de receber um tratamento até melhor do que nas outras unidades, por uma especificidade do sistema penitenciário”, disse Cabral, na ocasião. 

Transferência. O Ministério Público do Rio tenta barrar a transferência do ex-governador, preso há quase três meses em Bangu, para o antigo Batalhão Especial Prisional (BEP) de Benfica, na zona norte, onde está sendo construída uma ala para presos da Lava Jato.

O presídio está desativado desde 2015 e, segundo revelou o Fantástico, da TV Globo, no domingo, 12, vem sendo reformado para abrigar presos com curso superior, como o ex-governador. 

Quando em funcionamento, o BEP abrigava policiais militares que aguardavam julgamento. A unidade foi fechada depois que uma juíza foi agredida a pauladas durante uma inspeção-surpresa. Na ocasião, foram descobertas regalias que os presos tinham, como móveis, eletrodomésticos e celulares. Eles tinham acesso até a carne para churrasco e cerveja.

Ao Fantástico, o secretário de Administração Penitenciária, coronel Erir Ribeiro, negou que Cabral vá obter privilégios no BEP. A promotora Valéria Videira, responsável pela fiscalização de penitenciárias, disse que o MP vai tentar impedir a transferência. “A falta de fiscalização e a vulnerabilidade do local vão propiciar o ingresso de mordomias e vantagens que hoje não estão ocorrendo (em Bangu)”, ela afirmou.

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