Cabral nega que PMDB reivindique mais ministérios

Ele esconversou sobre a possibilidade de vir a ser candidato a vice em 2010 em chapa a ser lançada

Tânia Monteiro, de O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2008 | 14h46

Ao sair de audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral , afirmou que o PMDB não está em busca de mais ministérios e que vai encontrar um consenso com o PT na disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. Cabral desconversou sobre a possibilidade de vir a ser, em 2010, candidato a vice em uma chapa a ser lançada pelo presidente.  Cabral acompanhou o prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes, que agradeceu a Lula pelo apoio político que lhe deu durante a campanha. Em entrevista após a audiência, Cabral disse não acreditar que, em 2010, o PMDB e o presidente Lula estejam em campos opostos na sucesso presidencial. "No PMDB, vive-se o melhor momento, do ponto de vista da unidade e da participação no governo federal, com ministros prestigiados, bancada coesa na Câmara e no Senado, e o presidente da República respeitando o partido como um presidente respeitou", declarou Cabral. Ressaltou que o PT tem tido o mesmo comportamento, até durante as eleições municipais. "Vamos marchar unidos, inclusive na sucessão da Câmara e no Senado", afirmou Cabral. Ele se declarou convencido de que os dois partidos se entenderão e chegarão a um consenso no processo de escolha dos presidentes das duas Casas. "Chega de arrivismo no Congresso, chega de arrivismo no Legislativo. Já vimos para onde vai o arrivismo no Executivo com um presidente 'empichado" (alvo de "impeachment"), já vimos isso no Legislativo com um presidente da Câmara afastado. Agora, vamos para uma política orgânica, séria, madura, que é isso que o PMDB e o PT estão construindo." Segundo o governador, em 2010, PT e PMDB estarão envolvidos em torno do presidente e de um candidato que uma os dois partidos em torno da Presidência (da República) e da vice-presidência. A uma pergunta se poderia ser candidato a vice, respondeu: "Imagina!" Sobre especulações de que o PMDB poderia reivindicar mais ministérios a Lula por ter sido fortalecido nas eleições, Cabral afirmou: "Claro que não. Ninguém está discutindo mais ministérios. Essa pecha de que o PMDB é um partido fisiolótico é uma grande injustiça. O PMDB tem ministérios como o PT tem, como o PV tem. É um absurdo ficar solicitando mais ministérios, isso não tem cabimento. O PMDB tem Temporão, Lobão, Geddel, Stephanes, Hélio Costa, que estão fazendo um belo trabalho. Não acho que seja preciso mais ministérios, não. É o caso de fortalecer a grande aliança do PT com o PMDB, que dará ao País tranqüilidade, unidade, no Congresso em fevereiro de 2009 (na Câmara e no Senado) e nas eleições presidenciais de 2010 e nas eleições de governadores, para que o Brasil avance sem solavancos e de maneira estável."

Tudo o que sabemos sobre:
Sérgio CabralPMDB. cargos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.