Cabral indica Eduardo Paes como secretário de Turismo

O governador eleito do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), apresentou nesta quinta-feira o organograma de seu futuro governo anunciando os últimos nomes de seu secretariado. Apesar de o PSDB do Rio ter adotado uma posição de independência em relação a Cabral, o governador eleito apresentou o deputado tucano Eduardo Paes como seu futuro secretário de Esportes, Lazer e Turismo. Paes, que também concorreu ao governo estadual, contrariou o PSDB no segundo turno ao apoiar Cabral. Ele assumirá a pasta que terá como responsabilidade tratar dos temas ligados aos Jogos Pan-Americanos de 2007, que acontecerão no Rio. A escolha pode atrapalhar a cooperação a Cabral do prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), um desafeto declarado de Paes, que não esconde a pretensão de concorrer à sucessão de Maia.Para Cabral, Maia não criará problemas na interlocução da prefeitura da capital com Paes nos preparativos para o Pan. "Cesar é um homem público maduro. O que está em jogo é o interesse público", disse o governador eleito. "O Rio não agüenta mais ti-ti-ti", afirmou.Paes reconheceu que membros do seu partido foram contra sua participação no governo de Cabral, mas afirmou que a maioria do PSDB fluminense o apóia. Ele disse que não pretende deixar a legenda e que continuará a exercer o papel de secretário-geral do PSDB. Paes, que foi membro da CPI dos Correios e feroz crítico dos desvios éticos do governo Lula durante a campanha eleitoral, afirmou que vê com naturalidade a aproximação de Cabral com o presidente. "Ele está certo. Seu eu tivesse sido eleito seria o primeiro a ficar amigão do presidente Lula. É bom para o Rio", defendeu. Outras pastasAlém de Paes, Cabral anunciou também o deputado federal Alexandre Cardoso (PSB) para a pasta de Ciência e Tecnologia e o deputado estadual eleito, Alcebíades Sabino (PSC) para a de Trabalho. Cabral confirmou ainda ter confirmado o ex-secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, para a Secretaria de Fazenda, mas ainda não recebeu resposta. É o único cargo do primeiro escalão ainda não definido.Seguindo seu propósito de cortar despesas de custeio, Cabral apresentou um organograma que reduz de 27 para 18 o número de secretarias. Apesar de negar o loteamento da cargos, o governador eleito privilegiou as principais forças políticas que o apoiaram na eleição. No secretariado há nomes que vão do PT ao PP, passando pelo PSDB, PSC e pelo seu PMDB, inclusive com a nomeação de políticos próximos ao ex-governador Anthony Garotinho (PMDB). Entre os chamados "secretários técnicos" prevaleceu o perfil próximo ao governo federal.

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