Cabral fala em se candidatar a prefeito do Rio e mina pacto

Governador levanta hipótese um dia após aliança entre DEM, de Maia, e PMDB fluminense, de Garotinho

Clarissa Thomé e Alexandre Rodrigues, do Estadão,

11 de setembro de 2007 | 20h40

O governador Sérgio Cabral (PMDB) cogitou nesta terça-feira, 11, renunciar ao cargo para se candidatar à prefeitura do Rio. Esta foi a reação de Cabral ao pacto anunciado entre o prefeito Cesar Maia (DEM) e o grupo político de Anthony Garotinho, presidente do PMDB fluminense, para lançar um candidato à sucessão municipal. No site de Garotinho, o acordo foi divulgado como uma união contra o PT.   "Não vou brigar contra o Lula. Ele é meu parceiro político e administrativo. Nós fizemos uma aliança que tem dado certo e tudo o que estiver na direção contrária a isso, não farei", afirmou o governador, depois de participar de cerimônia de lançamento da pedra fundamental de uma nova siderúrgica em Resende, no sul fluminense.   "Se for necessário, deixarei em março o Pezão (vice-governador Luiz Fernando Pezão) em meu lugar, me desencompatibilizo, renuncio e me candidato à prefeitura do Rio". O governador não falou em deixar o seu partido.   O vice-governador Luiz Fernando Pezão confirmou ao Estado que Cabral pensa seriamente em deixar o governo estadual em suas mãos para concorrer à prefeitura da capital. "Ele falou sério. Logo cedo ele me chamou, disse que estava pensando nisso, que iria anunciar isso à imprensa", disse o vice-governador ao Estado.   Segundo Pezão, o governador também teria avisado sobre essa idéia ao presidente Lula. "Cabral me disse que faria isso para salvar a aliança com o presidente Lula e preservar os interesses do Rio", disse Pezão, que ocupa a Secretaria Estadual de Obras e administra os investimentos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Rio, da ordem de R$ 3,8 bilhões.   O PMDB fluminense está dividido em três grupos. As alas do ex-governador Anthony Garotinho e do presidente da Assembléia do Rio, Jorge Picciani, se uniram esta semana em torno de uma aliança com o Democratas do prefeito do Rio, Cesar Maia.   Na avaliação de Cabral, somente lançando-se candidato à Prefeitura conseguiria tirar votos das outras duas correntes na convenção do partido. "Transferir voto parar um candidato indicado é mais difícil. Se ele for candidato, todos os vereadores do partido aceitam. Mas eu acho que até junho, muita água vai rolar. Agora não é hora de fechar aliança", disse o vice-governador.

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