Cabral elogia PAC e diz que Rio foi ´bem contemplado´

O governador fluminense, Sérgio Cabral Filho (PMDB), está aproveitando o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para, mais uma vez, mostrar entrosamento com o governo federal. Pela segundo dia consecutivo, o peemedebista elogiou nesta terça-feira o conjunto de medidas lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para "destravar" a economia e acelerar o crescimento do País, apesar de um projeto essencial para o Estado, a construção da Linha 3 do Metrô, não constar das ações previstas até 2010. Cabral Filho afirmou que o Rio foi "muito bem contemplado" no PAC."O PAC é um programa muito bem elaborado, de integração nacional, com integração ferroviária, aeroportuária e portuária, investimentos em habitação, em saneamento, muito positivo para o Brasil", declarou o governador, durante inauguração de um anexo do Fórum de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Para ele, no PAC, o Rio foi "contemplado na área de energia, com investimentos da Petrobrás; contemplado na área rodoviária, com o Arco Rodoviário, projeto importantíssimo para a Baixada Fluminense, para o Grande Rio e para o Estado; contemplado no Porto de Sepetiba; contemplado com investimentos importantes para o desenvolvimento econômico do Estado".Cabral Filho chegou a dizer que a Linha 3 do Metrô não foi prejudicada pela omissão no PAC. O governador, que prometeu resolver o problema utilizando uma antiga linha férrea para trens de pré-metrô, também evitou criticar a União pela exclusão. "O governo federal estabeleceu como critério para o PAC obras em andamento, e a Linha 3 efetivamente não começou ainda", afirmou. "Mas nós já tínhamos uma solução para a Linha 3, de que o governo federal tem conhecimento, que é a solução de implementar na linha férrea já existente, precariamente existente, a sua recuperação."O governador afirmou que o Rio vive "um momento difícil, com escassez de recursos". "Mas vamos enfrentar com competência, recuperando a capacidade do Estado de investir, diminuindo o custeio, e olhando o Fundo da Justiça como um grande exemplo para outros fundos, do Executivo. Temos a obrigação constitucional de gastos com saúde, e isso é um fundo que temos que gastar dignamente. Temos obrigação de gastos com a educação, que é um fundo. Temos obrigação com o Fundo Estadual do Meio Ambiente (Fecam), que está totalmente desviado e que merece ser gasto com dignidade", afirmou.

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