FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Cabral e família eram quem mais usavam lancha, dizem piloto e marinheiro

A embarcação não estava em nome do peemedebista, mas de uma empresa do seu ex-assessor, Paulo Magalhães Pinto Gonçalves

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

17 Março 2017 | 18h13

RIO - O ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (PMDB) e seus familiares eram quem mais utilizavam a lancha Manhattan, disseram em depoimento na Justiça nesta sexta, 17, o piloto e um marinheiro da embarcação. A lancha não estava em nome do peemedebista, mas de uma empresa do seu ex-assessor Paulo Magalhães Pinto Gonçalves. Ambos foram alvo da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio.

A suspeita do Ministério Público Federal (MPF) é que Cabral usava o ex-assessor para ocultar bens. O mestre marinheiro Cícero Bezerra Deodato afirmou que a lancha era usada em torno de 20 vezes por ano, sendo que Cabral e seus familiares estavam em mais de dez oportunidades.

Além de Cabral, usavam a lancha o próprio Gonçalves, Paulo Márcio Gonçalves (pai do ex-assessor) e a neta deste. O pai de Gonçalves era quem fazia os pagamentos para Deodato. Cada saída com a embarcação tinha um custo com combustível de R$ 1.200 a R$ 1.300.

O marinheiro José Carlos Cabral Filho, que também trabalha na embarcação há quase dez anos, afirmou que a lancha era usada todos os meses desde 2012, algumas vezes três semanas no mês.

“Quem mais usava depois de 2012 era a família de Cabral, em 80% das vezes. O Cabral mesmo usava poucas vezes, na maioria das vezes era o filho”, disse.

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